Este financiamento enquadra-se no Projecto de Apoio ao Comércio (ACOM), que visa apoiar a actividade comercial do sector privado e capacitar quadros do Ministério do Comércio.

O referido projecto, em curso no país desde Março de 2016 e vai até Setembro de 2019, será alargado para mais dois anos, com vista o reforço da capacidade comercial do país, segundo Tomas Ulicny, embaixador da União Europeia em Angola.

O diplomata falava à imprensa, após a reunião de concertação entre o Ministério do Comércio e os embaixadores da UE, enquadrada no Artigo 8 do Acordo de Cotonou, que recomenda o diálogo permanente entre os países da África Caraíbas e Pacifico e a União Europeia.

Na ocasião, Tomas Ulicny afirmou que a UE está a preparar um novo programa de apoio financeiro denominado "Cadeias de Valor", que servirá para mobilizar a produção dos pequenos produtores agrícolas.

Encorajou ainda o Executivo angolano a dar passos significativos na melhoria do ambiente de negócio no país, com vista a atracção do investimento estrangeiro e aceleração da produção nacional.

Segundo o diplomata, a União Europeia está disposto a apoiar as acções do Governo angolano, para melhorar o ambiente de negócio no país.

Por outro lado, o ministro do Comércio, Jofre Van-Dúnem Júnior, considerou proveitoso o encontro, por permitir interagir sobre assuntos de interesse comuns, nomeadamente, os acordos regionais e atracção do investimento privado no país.

Quanto ao processo de formalização e organização do sector comercial no país, o governante deu nota positiva, tendo em conta as medidas que estão a ser tomadas para transformar o comércio informal em formal.

Em função da aproximação da quadra festiva, o ministro afirmou que "não haverá nenhum problema no abastecimento de produtos da cesta básica a nível nacional. O stock está garantido e não haverá, seguramente, nenhum constrangimento neste aspecto", assegurou.

A reunião, que contou com a presença dos embaixadores de Portugal, Itália, França, Espanha, entre outros, também abordou questões ligadas às medidas não tarifárias levantadas pela UE, bem como a integração regional de Angola na Zona de Comércio Livre da SADC.