O documento, que a Angop teve acesso hoje, indica ainda que 576 mil cabeças encontram-se em risco de morrer por estarem debilitadas e com sequelas da seca.

A maior parte dos animais que morreram em território huilano em 2019 são oriundos das vizinhas províncias do Cunene e do Namibe, de onde seus criadores migraram em busca de pasto para o gado.

Segundo o relatório, apesar das chuvas estarem a cair com alguma regularidade, Huíla ainda conta com uma grande concentração de animais idos do Cunene e do Namibe, criando assim um alerta ao Serviço de Veterinária para campanhas preventivas de vacinação.

Para contrapor a situação, refere o estudo, o governo implementou projectos que permitiu a abertura e reabilitação de 18 furos de água no município dos Gambos, com realce para as áreas e rotas de transumância no vale do Chimbolelo, equipados com bebedouros para o Gado.

Na localidade da Taca (Gambos) fez-se a construção de uma residência e uma farmácia veterinária para garantir maior apoio às comunidades que recorrem àquela localidade para apascentar o gado.

A província da Huíla é detentora de um efectivo ganadeiro estimado em mais de três milhões de cabeças, sendo os municípios da Matala, Quipungo, Chibia e Gambos os que mais se destacam, acumulando mais de 80 por cento da cifra.

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