Com três salineiras em funcionamento (Saframar, Natércia & filhos e Capulo), a terra do “Jacaré Bangão” possui condições climatéricas propícias para produzir, bem como uma costa marítima de cerca de 300 quilómetros, com água totalmente salgada, podendo obter 27 gramas de sal em cada litro de água do mar.

Segundo o director do Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, Faustino Ngonga, em 2019 foram produzidos apenas três mil e 358 toneladas de sal, cifra abaixo da preconizada (sete mil toneladas).

As perspectivas para 2020 são animadoras, tendo em conta a aproximação dos meses em que a produção de sal atinge o seu pico (Julho, Agosto e Setembro).

Em entrevista à Angop, sem precisar a capacidade total de produção da província, o responsável explicou que o sector salineiro está no pacote do PAC do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) e que os operadores da província tentam neste momento desenhar projectos que sejam exequíveis.

Informou que o Instituto Nacional de Apoio as Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) trabalha com as salineiras Salframar e Natércia & filhos para que possam beneficiar do pacote de financiamento disponível.

Os investimentos no sector salineiro na província do Bengo poderão gerar capacidade suficiente para que as salineiras abasteçam o mercado interno e exportar, ajudando desta forma na redução da importação de sal no país.

Salineira Capulo

Localizada no município do Ambriz, a salineira Capulo, a maior da província, tem uma capacidade para produzir 15 mil toneladas/ano.

Essa salineira esteve desactivada durante 25 anos, mas em 2015 começou a sua reactivação com fundos próprios e financiamento do extinto programa “Angola Investe”. Em 2017 produziu 500 toneladas, em 2018 aumentou para três mil e 466 toneladas, mas reduziu para mil e 500 toneladas em 2019, devido às fortes chuvas e calemas que inundaram os canteiros de produção de sal. A salineira desenvolve a actividade numa área de 530 hectares, dos quais apenas 180 estão em produção, mas a perspectiva até o final do ano é aumentar a área de produção entre 280 a 300 hectares, estimando-se este ano uma produção de quatro mil toneladas de sal.

A par da Capulo, uma nova salineira, denominada “Dixike Indústria”, com a capacidade para produzir três mil e 500 toneladas de sal grosso/mês, podendo estender-se as seis mil toneladas, vai entrar em funcionamento ainda este ano na província.

Trata-se de um projecto de direito angolano que está a ser erguido na localidade do Sarico, Panguila, município do Dande.

A meta do Governo de Angola, no âmbito do Prodesi, é aumentar a produção de sal para mais de 300 mil toneladas/ano até 2023 e a província do Bengo pode ser um actor importante neste propósito, caso as quatro salineiras funcionem em pleno.

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