“O reino tenciona aumentar as exportações de petróleo em 600.000 barris por dia a partir de maio, subindo as exportações (totais) para 10,6 milhões de barris por dia”, indicou um responsável do ministério da Energia saudita, citado pela agência oficial SPA.

Este anúncio do maior exportador mundial surge quando a pandemia da covid-19 provocou uma contração da procura, que contribuiu para o afundamento dos preços do ouro negro.

Em 10 de março, a petrolífera saudita Aramco anunciou que ia aumentar em 25,5% a produção para 12,3 milhões de barris de petróleo por dia a partir de 01 de abril, contra os 9,8 milhões de barris atualmente.

Num comunicado enviado à bolsa da Arábia Saudita, a Aramco, maior exportadora de petróleo do mundo, indicava também que “a companhia espera que esta decisão tenha um efeito financeiro positivo a longo prazo”.

Riade já reduziu o preço do petróleo saudita a partir de 01 de abril, em resposta ao fracasso das negociações entre a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia para concluir um acordo sobre reduções adicionais da produção e estimular os preços devido à pandemia do novo coronavírus.

A Arábia Saudita afirmava que tem capacidade de produção de 12 milhões de barris por dia, mas é difícil perceber se este ritmo será viável a longo prazo.

Riade também tem dezenas de milhões de barris armazenados nas reservas estratégicas, para serem utilizadas em caso de necessidade, que podem servir para fornecer os barris adicionais.

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