Para o especialista, que falava à imprensa, nesta terça-feira, à margem do lançamento do roadshow para licitação das concessões petrolíferas nas bacias do bloco 10, em Benguela, 11, 12, 13, 27, 28, 29, 41, 42 e 43, no Namibe, afirmou que não será tão cedo que os resultados terão influência no sector, tendo em conta a sua complexidade.
“O processo é longo, porque investir em petróleo não é só uma boa apresentação de documentos, porque existem outros factores”, observou o especialista, sustentando que o processo exige uma análise mais detalhada por parte dos investidores interessados.
A seu ver, as bases estão lançadas, e felicita a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) pelo trabalho feito até agora, augurando o cumprimento dos prazos estabelecidos em torno deste processo, que são sete meses.
“Vamos esperar qual é a atractividade que as novas bacias vão merecer dos investidores nacionais e internacionais”, augura o especialista.
Quanto as licenças de atribuições de concessões cedidas à petrolífera Esso, que fica com os blocos 30, 44 e 45 da bacia marítima do Namibe, considera ser uma sorte de Angola ter uma companhia apostada naquela zona, um facto que poderá “arrastar” outras empresas interessadas nos outros blocos em licitação.
Não obstante os passos dados, referiu que o declínio na produção registado hoje, estimado, actualmente, em 1.400 mil barris/dia, poderá ser atenuado e não eliminado.
A Agência está a incentivar os operadores a realizarem análises sísmicas 4D, para a identificação de bolsas não produzidas, para depois serem perfurados novos poços (em campos maduros), uma iniciativa que está prevista para 2020.
A ANPG é o regulador independente que foi criado para gerir as concessões de petróleo e gás do país, que anteriormente eram geridas pela empresa pública Sonangol.
Essa instituição tem, entre outras, as seguintes competências: implementar as acções necessárias à adjudicação e gestão de contratos de petróleo e gás natural, executar a política pública do Estado no domínio da Indústria Petrolífera, e propor planos e programas de avaliação das reservas e de exploração dos recursos de hidrocarbonetos do país.
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