O político, que falava à imprensa no final da audiência com o Chefe de Estado angolano, referiu que para o sucesso das reformas no país é preciso haver maior investimento e melhor apoio em concreto, por parte das instituições mundiais e empresários.

Abordado sobre a sua influência a nível mundial para sensibilizar potenciais investidores em Angola, Durão Barroso, que também já foi primeiro-ministro de Portugal (2002/2004), disse que actualmente tem muitos contactos com o mundo económico.

Neste particular, o também empresário português destacou o Fundo Monetário Internacional, investidores institucionais, fundos soberanos, de pensões e bancos de investimento, o que considera importante para ajudar Angola nas reformas em curso.

“As reformas de uma forma geral demoram algum tempo a se concretizar. Portanto, tudo o que podemos fazer para empurrar no sentido favorável, será sem dúvida útil para Angola e para o mundo, em geral. Eu continuo a acreditar muito no futuro de Angola”, sublinhou.

Reconheceu as dificuldades do presente que Angola enfrenta, “muitas delas derivadas da queda do preço do petróleo, de que o país depende”, frisou o político luso, que considerou importante a necessidade de se promover a diversificação da economia angolana.

Sem investimento, referiu, não há crescimento nem emprego.

Por esta razão, defendo a necessidade de maiores investidores no sector privado, porque sendo Angola um país constituído maioritariamente por jovens, deve-se encontrar soluções para a criação de mais empregos para essa camada que procura o mercado de trabalho a cada ano.

Outras audiências

Ainda hoje, em separadas, João Lourenço recebeu o antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, e o vice-presidente da Namíbia, Nangolo Mbumba, que a semelhança de Durão Barroso se encontram em Luanda a participar do Colóquio sobre a História do MPLA, como prelectores.

Falando a respeito do encontro com o estadista angolano, Pedro Pires, informou que aproveitou a ocasião para falar de questões de interesse comum, tendo destacado a importância das reformas empreendidas no país, pela actual governação liderada por João Lourenço.

Por seu turno, o vice-presidente namibiano, Nangolo Mbumba, explicou ter abordado, com o Presidente da República, assuntos de vantagens mútuas para Angola e o seu país, com realce para os sectores das águas e comércio.

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