O roadshow, realizado com o objectivo de seleccionar uma empresa ou consórcio de empresas, para o seu financiamento, construção e operação (sistema BOT), vai ter a segunda presentação técnica no Dubai (Emirados Árabes Unidos), a 22 de Outubro, enquanto o lançamento do concurso público internacional.

O concurso internacional deve acontecer a 24 deste mês, para que as obras de construção comecem e a refinaria entre em operação em 2023.

O secretário de Estado dos Petróleos, José Alexandre Barroso, afirmou, na cerimónia que a construção de três refinarias no país (Benguela, Soyo e Cabinda) ao mesmo tempo é uma exigência do mercado interno.

Referiu que o país precisa de cerca o equivalente a 360 mil barris de petróleo processados/dia, o que corresponde a 80% dos produtos refinados importados, para suprir as necessidades do mercado interno, o que acarreta elevados dispêndio de divisas.

“Hoje temos uma capacidade inferior a 80 mil. Há o mercado interno e há o mercado externo nos países vizinhos. Isso deverá ser incentivo bastante para que tenhamos de construir essas refinarias”, disse.

Realçou que urge encontrar uma solução sustentável, que permita reduzir essa dependência e criar um equilíbrio entre a dependência de produtos refinados no mercado nacional e o dispêndio de divisas com a sua importação.

Acrescentou que o valor final do projecto vai depender dos empresários, tendo em conta ao facto de que o concurso público internacional de investimento privado é para construir, ser proprietário e operar uma refinaria de petróleo no município do Soyo, província do Zaire.

Lembrou que o Plano de Desenvolvimento Nacional 2020-2022 define como prioridade o investimento em refinarias e unidades petroquímicas, para optimização e integração vertical da indústria, maximizar o valor acrescentado local a garantir a auto-suficiência de produtos refinados.

Neste contexto, continuou, no quadro das reformas legislativas e organizacionais do sector dos petróleos e gás, o Executivo angolano definiu uma estratégia de refinação que comporta para além do redimensionamento da refinaria de Luanda, a construção de três novas refinarias.

Uma em Cabinda com capacidade de processamento de 60 mil barris de petróleo bruto / dia, uma no lobito com capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo bruto / dia e também uma refinaria no município do Soyo com capacidade de processamento de 100 mil barris / dia.

De acordo com o responsável, a localização dessa refinaria de iniciativa privada no Soyo, justifica-se pela proximidade de importantes campos petrolíferos, existência de recursos hídricos, possibilidade do estabelecimento de sinergias com outros projectos já existentes, como a base logística do Soyo, fábrica LNG e a Central do Ciclo Combinado do Soyo.

O concurso público internacional para a construção da Refinaria do Soyo será realizado ao abrigo da Lei 9/16 de 16 de Junho, lei dos contratos públicos e demais legislação aplicáveis.

A construção da Refinaria de Cabinda, que deverá ter uma capacidade diária de produção de 60 mil barris de petróleo bruto, foi adjudicada ao consórcio United Shine, com 90 por cento do capital social, em parceria com a Sonangol Refinação (Sonaref, com dez por cento).

A Refinaria do Lobito, em Benguela, prevê processar diariamente 200 mil barris de crude e criará dez mil postos de trabalho directos e indirectos.

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