Falando à margem da palestra sobre "Medidas de Apoio ao Aumento da Produção Nacional”, uma iniciativa do Executivo, sublinhou que o montante é um financiamento da União Europeia (UE) no âmbito do Programa de Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola (FRESAN) em curso desde 2016.

Segundo o ministro, esse financiamento vai garantir total apoio aos projectos de desenvolvimento agro-pecuário no sul do país.

Para tal, é preciso trabalhar na criação de infra-estruturas de apoio agro-pecuário nas províncias do Cunene, Namibe e Huíla, sendo as mais afectadas com o impacto da seca.

Referiu que para a província do Cunene, o valor contempla a construção de mangas de vacinação, reservatórios de águas com base em furos para o ababeberamento e banho do gado, assim como das populações em dez municípios. O mesmo será feito no Namibe e na Huíla.

Fez saber que para além do FRESAN à Huíla, conta com mais dois projectos, com destaque para a melhoria do acesso à água e pastagens nos corredores ou transumância orçado em 36 milhões de dólares, que engloba a criação de furos de águas e açudes nos municípios com impactos acelerado de estiagem (Gambos, Quilengues, Cacula e Chibia).

Marcos Nhunga alertou para a necessidade racional do financiamento, para que o mesmo tenha um impacto positivo na vida da população, bem como na mitigação da problemática da carência de vacinas para os animais.

Por outro lado, disse que estará em curso um programa virado para a reabilitação e gestão dos perímetros irrigados, da Matala, das Ganjelas, Caconda, Chicomba, barragem das Neves e no Malipi (Quipungo), para fomentar a agricultura nestas regiões e reduzir os níveis de importação de cereais, com destaque para o milho.

“São intervenções que nós temos que olhar, uma vez que já existe o dinheiro, então temos que saber direccionar, pelo facto de à Huíla ter um potencial enorme não só na agricultura como também na pecuária” reiterou.

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