Odílio Silva, que falava à Angop, à margem da realização da 5ª plenária da assembleia-geral de renovação de mandatos da associação, anunciou a possibilidade de se ultrapassar a meta anual de produção projectada (130 mil toneladas), fruto do esforço dos produtores, com capitais próprios, para aumentar a produção e porque o mercado está favorável.

Segundo o presidente associativo, que cessa hoje mandato, o que se precisa não são grandes investimentos. Se o governo capitalizar as unidades produtivas em funcionamento no montante referido, seria possível falar-se do triplo da actual produção, porque mesmo nas actuais dificuldades, os produtores nacionais vão, em 2019, ultrapassar as cifras previstas, disse.

“Vamos atingir este ano as 135 mil toneladas de sal, mas as grandes dificuldades prendem-se com a importação da sacaria e peças de reposição para os motores, pois o sal é um produto muito corrosivo”, disse o responsável, para quem um financiamento nos montantes acima citados resolveria as questões de base para catapultar a produção.

Disse que, com o surgimento da estabilidade política a nível das fronteiras nacionais, a procura do produto aumentou, aliás, estão a surgir cada vez mais pequenas indústrias de ração alimentar e outras de transformação, o que terá aguçado também a procura de sal.

Referiu que Angola conta ainda com muita capacidade instalada por ser recuperada, antes de se pensar em salinas novas, faltando apenas apoios para se alavancar as unidades que já funcionam.

Quanto a qualidade do produto, frisou que nem sempre o sal branco é o de melhor qualidade, mas Angola conta com o sal marinho que é o melhor para consumo humano, sendo o mais recomendado pela FAO, OMS e UNICEF.

“O nosso sal tem muita qualidade e o que nós acrescentamos mais tem sido o iodo”, disse, frisando que o sal marinho é o que mais sais minerais agrega.
Odilio Silva, que não se candidata à sua sucessão, informou que, em 2020, a Aprosal vai dedicar uma atenção especial às questões de distribuição, porque o mercado do sal nacional registou um grande crescimento.

Participam da 5ª plenária de renovação de mandatos 12, dos 13 membros efectivos, prevendo-se que termine ainda nesta quinta-feira.

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