Os valores hoje publicados, com base em dados de fontes secundárias, registam um aumento da produção angolana, depois da ligeira subida de dois mil de barris por dia registada entre Julho e Agosto, para 1,387 milhões.

Em termos de resultados trimestrais, entre Julho e Setembro deste ano, Angola produziu uma média de 1,394 milhões de barris de petróleo por dia, menos 26.000 barris que no trimestre anterior (1,42 milhões por dia) e menos 76.000 barris que no período homólogo de 2018 (1,47 milhões por dia).

Angola manteve a posição de segundo maior produtor africano de crude na OPEP, atrás da Nigéria.

A Nigéria, líder africana na produção petrolífera, viu a sua produção diária diminuir e alcançar os 1,859 milhões de barris por dia em Setembro, menos 16.000 barris de crude por dia face aos 1,875 milhões de barris diários de Agosto.

Durante praticamente todo o ano de 2016 e até maio de 2017, Angola liderou a produção de petróleo em África, posição que perdeu desde então para a Nigéria.

A produção na Nigéria foi condicionada entre 2015 e 2016 por ataques terroristas, grupos armados e instabilidade política interna.

O mais recente relatório da OPEP refere também que, em termos de "comunicações directas" à organização, Angola terá produzido 1,369 milhões de barris por dia em Setembro, mais 41.000 barris por dia que em Agosto.

Os números obtidos através de "comunicações directas" corroboram assim o aumento dos números obtidos pela OPEP junto de fontes secundárias, um dado constatado pelos dois valores.

A média do terceiro trimestre dos dados oficiais cifra-se em 1,318 milhões de barris por dia, menos 106.000 barris por dia que nos três meses anteriores (1.424 milhões barris) e menos 97.000 barris que no período homólogo de 2018 (1,415 milhões de barris), uma quebra de 6,9%.

Já os dados de fontes oficiais nigerianas apontam um aumento de 110.000 barris por dia, um valor que eleva a produção diária para um total de 1,87 milhões de barris.

A OPEP acertou, em Dezembro, em conjunto com outros produtores que não integram a organização, o corte na produção de petróleo.

OPEP e os dez aliados, que representam metade da produção mundial de petróleo, decidiram em Dezembro cortar a produção em 1,2 milhões de barris por dia e a estratégia funcionou, já que o preço do barril subiu cerca de 30% no primeiro trimestre, antes de estabilizar.

No início de Julho, estes aliados aderiram ao prolongamento do corte da produção até Março de 2020.

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