A informação foi prestada hoje à Angop pela chefe de departamento do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) da direcção provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, no Bié, Elvira Soares Tatiana.

Das acções desenvolvidas pelo IDF, constam multas aos produtores de carvão, proibição da comercialização nos principais mercados da província, a sua transportação para outras regiões do país, bem como o envolvimento dos carvoeiros no processo de repovoamento florestal.

“No passado recente, a província do Bié produzia muito carvão que, por sinal era transportado e vendido na capital do país “Luanda”, disse a fonte, salientando que hoje actividade é quase nula, fruto das medidas.

Confirmou para os próximos anos o licenciamento de empresas e ou pessoas singulares interessadas em explorar a nível dos municípios da província, com vista a facilitar também a vida das famílias produtoras, por sinal com pouco poder financeiro.

Entretanto, fonte do sector do ambiente alertou que o corte de árvores e a produção de carvão de modo desordenado pode causar consequências desastrosas ao meio ambiente, como a desflorestação, desmatação, alterações climáticas.

Entende que a produção de carvão vegetal seja feita de forma legal e organizada, podendo contribuir na melhoria do bem-estar económico e financeiro da população, garantindo receitas para o Estado, através do pagamento de impostos.