O facto foi avançado, esta quinta-feira, pelo secretário de Estado do Planeamento, Milton Reis, no final de uma visita à fábrica de café “Angonabeiro”, tendo acrescentado que estão a trabalhar com os governos provinciais para a selecção de produtores organizados em regiões tradicionais no cultivo de café e outros produtos.

Com esta medida de apoio financeiro aos agricultores, referiu, será possível aumentar a produção do café, actualmente feita apenas pela agricultura familiar.

Segundo o governante, a Angonabeiro está dentro dos principais objectivos do Prodesi que é substituir importações e também estão a exportar Café Ginga (transformado) e  café verde, exportando quase 50 por cento do total do país.

Em relação à Angonabeiro, adiantou que a empresa beneficiou, no âmbito do Prodesi, através do Banco Nacional de Angola (BNA), de um financiamento de cerca de cinco mil milhões de kwanzas, para o aumento da capacidade desta unidade fabril.

Disse serem produzidas actualmente seis toneladas/dia, quantidade considerada “baixa”, tendo reconhecido que há espaço para aumentar a produção de café em Angola.

A Angonabeiro está a fazer um investimento total de 8,9 mil milhões de kwanzas para reforçar a sua capacidade produtiva, melhorar a qualidade do seu produto e reforçar a exportação de café Ginga, segundo o seu director-geral, Miguel Carvalho.

O programa de apoio do Prodesi está ser materializado na renovação das linhas de transformação de café verde, com a implementação de um novo torrador, de novas linhas de embalamento de café em grão e moído, novas etiquetadoras.

Para este ano, a fábrica prevê comprar cerca de duas mil toneladas de café no país, destinadas à exportação de café verde e à produção da marca Ginga em Angola.

Até Abril último, já exportadas 160 toneladas de café da safra passada, e, a partir de Agosto, com a nova safra a Angonabeiro prevê recomeçar as exportações.

A empresa tem planeada a exportação de mil e 200 toneladas de café verde.

Integraram igualmente a comitiva, que visitou a Angonabeira, os secretários de Estado do Comércio, Amadeu Nunes, da Indústria, Ivan Prado, e o director técnico do Instituto Nacional do Café (INCA), José Mahinga, o presidente do Inapem, Arnito Agostinho.

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