Ao trocar impressões com o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, sob olhar atento do ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, o Chefe de Estado português considera “uma mais-valia” a modernização do empreendimento, tendo em vista a integração regional de Angola e, com isso, o crescimento económico.

Durante a visita ao Porto do Lobito, Marcelo Rebelo de Sousa visionou um vídeo sobre o projecto de reabilitação, ampliação e modernização da empresa, num investimento acima de um bilião de dólares, executado de 2008 e 2012, para elevar a capacidade operacional e dar vazão a carga em trânsito.

Segundo o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Agostinho Estêvão Felizardo, que deu explicações complementares, o projecto teve em conta a necessidade de, por um lado, adequar as estruturas e equipamentos portuários às novas exigências do mercado e, por outro, servir o hinterland e impulsionar a reabertura do corredor do Lobito.

Agostinho Estêvão Felizardo apontou que o aumento da capacidade infra-estrutural e de equipamentos é dos principais do Porto do Lobito, o que permitiu a reactivação do Corredor do Lobito, que integra Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia, com a retoma das exportações de minérios em 2018.

Desta forma, disse, o Porto do Lobito está dotado de infra-estruturas modernas, como um Terminal de Contentores, o Porto Seco e o Porto Mineiro.

Em carteira está a conclusão do plano de ordenamento do porto, a elaboração de um plano director, evolução de porto de serviço para porto senhorio, além de concessionar as actividades comerciais.

Na ocasião, o ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, acentuou a ideia de que o Porto do Lobito, associado ao Caminho de Ferro de Benguela (CFB), é estratégico para o desenvolvimento da economia dos países encravados (sem acesso ao mar), possibilitando o escoamento da produção de mineiros através do oceano atlântico de forma mais rápida.

Em 2018, o Porto do Lobito movimentou 20 mil e 573 toneladas de manganésio, quatro mil e 717 toneladas de cobre e duas mil e 929 toneladas de enxofre.

Entre os países de origem dos navios que escalam o Porto do Lobito com mercadorias diversas estão, além de Portugal, Alemanha, França, Espanha, EUA, Holanda, Itália, Malta, Libéria, Panamá, Namíbia, Senegal, Singapura, China, Brasil e Bélgica.

A comitiva portuguesa incluiu os ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, e deputados de PSD, PS, CDS-PP, PCP e Bloco de Esquerda (BE).

A visita de Estado do Presidente português a Angola termina neste sábado (09).

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