“O governador do BNA anunciou que vai haver uma liberalização parcial da conta de capital e isso é importante para o programa de privatizações, na medida em que permite a entrada de capital de investidores não residentes, sem a necessidade de licenciamento prévio, em condições semelhantes à de outros países em que basta a relação directa entre os investidores e os seus bancos comerciais”, comentou Patrício Vilar, à margem de uma conferência sobre privatizações.

O responsável da BODIVA espera que seja possível concretizar a abertura da conta “ainda este mês” ou, pelo menos, até ao final do ano, para que, durante 2020, “os investidores se possam posicionar e inscrever Angola nos seus planos de investimentos”.

A partir daí “torna-se muito mais rápido o fluxo de capitais em investimento de carteira”, declarou.

No final da 9ª Reunião Ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, que aconteceu a 20 de setembro, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, disse aos jornalistas que o aviso para abrir a conta de capital e financeira do país já foi apresentado.

Isto significa que, a partir da altura em que a conta for aberta, os investidores não residentes em Angola poderão entrar com recursos no país e aplicar em sectores, ou empresas abertas ao capital privado, sem necessidade de recorrer a um licenciamento do BNA.

O responsável da BODIVA salientou que todos os dias tem recebido investidores internacionais, interessados sobretudo nas 32 empresas de referência incluídas no programa de 195 activos que o Estado angolano quer alienar.

A conferência “Privatizações: Oportunidades e desafios”, foi organizada pela sociedade de advogados Vieira de Almeida.

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