“É difícil atribuir um número” ao impacto da pandemia do novo coronavírus no turismo devido à dimensão das atividades ligadas ao setor, começou por dizer o presidente da CTP, Francisco Calheiros, aos jornalistas no final de uma audiência com o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa,

Francisco Calheiros sublinhou, no entanto, que a crise da COVID-19 atacou o turismo “de uma forma extremamente violenta”, apontando que os números de março “variam de empresa para empresa” com quedas de “30, 40 ou 50%”.

“Agora, em abril e maio, não variam muito: mais de 90% das empresas têm vendas zero”, rematou o presidente da CTP.

Para Francisco Calheiros, as medidas dirigidas às empresas anunciadas pelo Governo de combate à pandemia como o ‘lay-off’ simplificado ou as linhas de crédito “têm todas tido um problema: estão muito lentas a chegar à economia”.

“As medidas de 1,7 mil milhões de euros, os 900 milhões para o turismo em geral e hotelaria, os 600 da restauração e os 200 milhões das agências de viagens e animação turística ainda não estão minimamente nos bancos”, afirmou o líder da confederação patronal, acrescentando que “nem vão estar amanhã nem depois”.

A audiência do Presidente da República à CTP insere-se numa ronda de reuniões com os vários parceiros sociais sobre as consequências da pandemia da COVID-19.

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