A FILDA continua a ser um dos eventos de atracção de negócio que mais atrai os investidores estrangeiros e Portugal não é excepção, dadas as relações mantidas entre os dois países, tendo Angola um papel muito importante para o equilíbrio da balança comercial portuguesa.

Segundo a Lusa, este ano o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, estará presente na abertura, enquanto o vice primeiro-ministro, Paulo Portas, repete a presença do ano passado, agora para testemunhar a celebração do Dia de Portugal no certame, marcado para dia 19.

Com uma tradição muito forte na lista dos países convidados da FILDA, Portugal mantém-se um dos principais parceiros comerciais de Angola.

Os valores das exportações de bens e serviços de Portugal para Angola nos primeiros quatro meses de 2013 totalizaram 1,343 mil milhões de euros.

No sentido inverso, e no mesmo período, as vendas de Angola a Portugal, totalizaram 1,127 mil milhões de euros, explica o artigo da Agência Lusa.

Quanto aos produtos abrangidos nesta relação comercial, os hidrocarbonetos ocupam a quase totalidade das transferências de Angola para Portugal no primeiro trimestre deste ano (99,8%), ao passo que as empresas portuguesas enviam para Angola, principalmente, máquinas e aparelhos (25,7% do total) e produtos alimentares (16,5% do total das exportações).

Segundo dados do International Trade Center (ITC), subsidiária da Organização Mundial do Comércio, a quota de mercado de Portugal no contexto das importações angolanas, fixou-se em 18,1% em 2011 (último ano disponível), posicionando-se no primeiro lugar enquanto fornecedor.

Por outro lado, Portugal representou cerca de 2,5% no total das exportações angolanas em 2011, ocupando a 8ª posição na relação de clientes.

Estes valores representam uma continuidade nas relações comerciais bilaterais.

As exportações portuguesas para Angola aumentaram consideravelmente até 2008, quando atingiram perto de 2,3 mil milhões de euros, tendo ocorrido em 2009 uma ligeira redução face ao ano anterior, situação que se acentuou em 2010 (-16,6%), verificando-se uma recuperação, com destaque para 2011, com as exportações a alcançar perto de 3 mil milhões de euros.

No período compreendido entre 2008 e 2012, as exportações portuguesas aumentaram a uma taxa média anual de 8,8%.

A certeza da vinda dos dois membros do governo português depende, todavia, da evolução da crise política em Portugal.

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