Este cálculo, o primeiro que a ONS faz sobre o Produto Interno Bruto (PIB), teve em conta o impacto direto da pandemia da COVID-19 e o confinamento no Reino Unido desde finais de março.

Em comparação com o mesmo trimestre de 2019, o PIB contraiu-se 1,6% no primeiro trimestre de 2020, a maior queda homóloga desde o quarto trimestre de 2009, adiantou a ONS.

O recuo correspondente ao primeiro trimestre reflete em grande parte o decréscimo registado em março de 5,8% na produção, construção e setor dos serviços.

No comunicado, a ONS indica que houve uma alteração generalizada da atividade económica no primeiro trimestre, sobretudo porque o setor dos serviços, pilar da economia do Reino Unido, desceu 1,9%, mas os setores da indústria e da construção também se contraíram.

O consumo das famílias recuou 1,7% no primeiro trimestre, a maior contração desde o quarto trimestre de 2008, quando o país atravessava uma profunda crise económica.

A ONS admitiu que enfrentou uma série de desafios para fazer este cálculo do PIB devido à alteração da atividade económica e à aplicação das medidas estabelecidas pelo Governo para fazer frente à crise provocada pela pandemia da COVID-19.

O analista em estatística da ONS Jonathan Athow sublinhou que “com a chegada da pandemia, quase todos os aspetos da economia foram afetados em março”.

“Os serviços e a construção registaram decréscimos máximos no mês de março, com a educação, a venda de veículos e [a atividade nos] restaurantes com perdas consideráveis”, acrescentou.

Não obstante, setores como o informático, o farmacêutico ou a venda de produtos de limpeza registaram subidas, indicou a ONS.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 290 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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