Desde o dia 05 de Agosto, várias qualidades (não quantificadas) de peixes apareceram mortas na Baía de Luanda, por "asfixia" e por causa da presença, na água, de microalgas referenciadas como produtoras de biotoxinas com impacto na saúde humana.

Conforme o INIPM, a água atingiu concentrações inferiores a 1.164 ml/L, quando o valor mínimo de oxigénio dissolvido para a preservação da vida aquática é de 5,0 ml/L.

Segundo a investigação deste órgão, afecto ao Ministério da Agricultura e Pescas, a mortandade afectou maioritariamente as espécies mariquita, galucho, peixe prata, tainha, palheta e salmonete, todas típicas da Baía de Luanda.

O relatório refere que, nesta altura do ano (tempo de cacimbo/frio), é frequente em Angola registar-se ventos fracos e, como consequência, dificuldades na mistura das massas, levando à estagnação e redução dos níveis do oxigénio dissolvido.

Assim, o INIPM reiterou o apelo para a não comercialização e consumo de pescado capturado na Baía de Luanda, sublinhando que continuará a monitorar o ambiente da área para, no futuro, em colaboração com outras entidades, estabelecer um sistema de alerta.

Entretanto, o administrador do bairro da Ilha do Cabo, Paulo Neto, informou que a situação está controlada e, fruto do trabalho com a fiscalização e as comissões de moradores, foi possível evitar a recolha e venda do peixe, por parte dos pescadores e das peixeiras.

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