"Em tempos de profunda crise, as pessoas estão psicologicamente mais preparadas para enfrentar e aceitar reformas estruturais e mudanças que os líderes proponham para a operação e articulação de uma nova estrutura socioeconómica", defendeu Leoncio Amada Nze.

"Na subregião da África Central, os países como o Gabão, Congo, Chade e Guiné Equatorial vão estar entre os mais afetados em termos económicos, dado o peso da exportação de petróleo nas exportações totais; num cenário de petróleo a 30 dólares por barril, isto representa uma redução de receitas na ordem dos 50%", acrescentou o responsável.

A região da CEMAC é composta por seis países, 54 milhões de habitantes e uma economia dominada essencialmente pelo petróleo, que vale 80% das exportações e 75% das receitas orçamentais, segundo o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A região "não pode avançar consideravelmente na diversificação económica sem projetos nacionais e inter-regionais", disse Leoncio Amada Nze, defendendo que a integração regional deve ser uma prioridade absoluta.

"As receitas do petróleo devem, a partir de agora, ser usadas ao abrigo de um novo paradigma económico e financeiro para financiar a diversificação económica", concluiu.

Em África, há 4.228 mortos confirmados em mais de 147 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Equatorial lidera em número de infeções (1.306 casos e 12 mortos), seguida da Guiné-Bissau (1.256 casos e oito mortos), São Tomé e Príncipe (479 casos e 12 mortos), Cabo Verde (435 casos e quatro mortes), Moçambique (254 casos e dois mortos) e Angola (86 infetados e quatro mortos).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de CEMAC-19 já provocou mais de 372 mil mortos e infetou mais de 6,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,5 milhões de doentes foram considerados curados.

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