A prata, entretanto, também está a negociar acima do seu nível mais alto desde 2013, a 26,51 dólares, mais do dobro do mínimo atingido em março (surto da crise da COVID-19), quando atingiu menos de 12 dólares.

No entanto, a prata ainda está longe de atingir o seu máximo histórico, de 49,80 dólares, alcançado em abril de 2011.

Quanto ao ouro, desde o início do ano já se valorizou mais de 30% devido sobretudo ao enfraquecimento do dólar e à queda dos juros da dívida.

Os analistas da Julius Baer, citados pela Efe, atribuem estes níveis do ouro aos receios no mercado de que a aprovação de mais ajuda económica nos Estados Unidos para lidar com a crise gerada pela covid-19 levem a um rápido aumento da inflação e a uma queda do dólar, ameaças que, no entanto, não veem iminente.

Neste sentido, os analistas explicam que, embora o dólar tenha tido recentemente uma tendência descendente, isto pode ser devido a razões cíclicas e não estruturais.

“O sentimento do mercado está a tornar-se cada vez mais otimista, o que é um sinal de alerta”, mas isso não significa “que a corrida ao ouro não possa continuar”, acrescentaram analistas que, no entanto, alertam que o seguro fornecido pelo ouro nas carteiras dos investidores se tornou muito caro.

Além disso, analistas da Aberdeen Standard Investments dizem que a tendência do ouro para atingir mais de 2.000 dólares tem sido “certamente chocante, mas não uma surpresa”.

“A combinação da escalada de tensões entre os Estados Unidos e a China e os contínuos receios sobre o impacto económico da pandemia forneceram muito combustível para este aumento, e parece improvável que qualquer um dos fatores se dissipe a curto prazo”, acrescentam.

“Como os investidores continuam a enfrentar volatilidade e incerteza, a atratividade de ativos seguros como o ouro e a prata só vai aumentar”, concluem.

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