Assim, o organismo resolveu subir o ‘rating’ da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em dois níveis. Os depósitos a longo prazo e a dívida sénior sem garantia subiram de ‘Ba3′ para ‘Ba1′, com um ‘outlook’ (perspetiva) estável.

No caso do BCP, a Moody’s melhorou o ‘rating’ dos depósitos de longo prazo para ‘Ba3′, quando estava em ‘B1′, com um ‘outlook’ positivo, o que reflete uma subida de um nível.

A agência subiu ainda o ‘rating’ do BPI, com os depósitos de longo prazo a passarem de ‘Baa3′ para ‘Ba1′, com um ‘outlook’ “entre o estável e o positivo”, disse a Moody’s.

O banco Santander Totta viu a sua pontuação melhorar de ‘Baa3′ para ‘Baa2′ no que diz respeito aos depósitos de longo prazo.

Por sua vez, o Montepio manteve a notação dos depósitos a longo prazo em ‘B3′, com uma mudança de ‘outlook’ para positivo.

A Moody’s colocou ainda em revisão para ‘upgrade’ os depósitos de longo prazo do Novo Banco, que estão em ‘Caa1′.

Em consequência desta avaliação, a agência de ‘rating’ norte-americana alterou o perfil macro de Portugal para “Moderado”, sendo que estava em “Moderado-“, tendo em conta, sobretudo, “a melhoria no ambiente em que os bancos portugueses operam, em particular no que diz respeito à força económica do país”.

A Moody´s levou em conta o progresso continuado na ‘performance’ de vários bancos, que se refletiu na melhoria dos ‘ratings’ anunciada hoje.

No dia 12 de outubro, a agência de notação subiu o ‘rating’ de Portugal para ‘Baa3′, com perspetiva estável, retirando o país do ‘lixo’.

Em julho de 2014, a agência de ‘rating’ norte-americana tinha atribuído a Portugal a notação ‘Ba1′, e era a única entre as quatro maiores agências a atribuir à dívida pública portuguesa uma nota especulativa, quando já a Standard & Poor’s (S&P), a Fitch e a DBRS tinham colocado o país no patamar de investimento.

Para a subida do ‘rating’, a Moody’s apresenta duas razões: “a elevada dívida pública de Portugal tem evoluído para uma tendência de queda sustentável, embora gradual, com limitados riscos de reversão”, o “alargamento dos ‘motores’ de crescimento de Portugal e uma melhoria da posição externa”, que “aumentaram a resiliência económica”.

A perspetiva estável de Portugal reflete um “equilíbrio dos riscos a nível mais elevado da notação”, segundo a Moody’s.

Embora uma continuação das condições externas favoráveis possa suportar as previsões da Moody’s, uma eventual moderação nas perspetivas de crescimento poderá refletir restrições estruturais na economia.

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