A acção formativa, durante a qual os feirantes foram dotados de conhecimentos em contabilidade, fiscalidade, higiene e segurança alimentar, visou criar condições para que os mesmos saiam da rua e possam entrar no mercado do trabalho, contribuindo assim para as receitas do Estado.

Promovida pela Escola Nacional do Comércio, a formação contou com a parceria do Ministério de tutela e da administração do município de Belas.

Na ocasião, o ministro considerou que o acto representa um passo positivo no domínio da formação dos indivíduos envolvidos na actividade comercial.

Joffre Júnior incentivou os formandos a aplicar, na prática, os ensinamentos apreendidos durante a formação e salientou a necessidade de maiores cuidados no manuseio dos produtos para se evitar problemas de saúde aos consumidores, no quadro da segurança alimentar.

"O contributo do ambulante é estar legal, registado e em local apropriado", destacou.

Por sua vez, a administradora adjunta do município de Belas, Marioneth Cambuandy Cristovão, disse que a formação dos ambulantes demonstra um alinhamento do Executivo nas políticas de cariz social.

Recomendou aos formandos o exercício do que aprenderam para que tenham bons resultados nas suas vidas. De igual modo, aconselhou-os a legalizar-se para não cair no âmbito da operação resgate em curso no país.

Em representação dos feirantes, a coordenadora Elvira Cadete manifestou a satisfação do colectivo, dizendo que os mesmos "precisavam de uma oportunidade destas para formação e de um espaço onde possam proceder a sua actividade de venda, a fim de abandonar a rua".

Disse também que a formação deu uma visão mais objectiva do que os ambulantes pretendem como comerciantes.

A feira do MAB acolhe pelo menos 400 ambulantes que, de sexta-feira a domingo, exercem entre outras actividades a venda de refeições, roupas, hortaliças e frutas.