O ministro da Economia angolano, Manuel Nunes Júnior, pediu em Luanda que os administradores e executivos das empresas públicas sejam "eficientes" porque o país "precisa de caminhar para o desenvolvimento e garantir o bem-estar dos seus cidadãos".

Na cerimónia de tomada de posse da nova administração da empresa pública de diamantes Endiama, Nunes Júnior aproveitou para lembrar que a diamantífera tem "um papel preponderante" no processo de desenvolvimento económico e social do país.O ministro aproveitou ainda para apontar como exigência à nova administração da Endiama uma actuação pautada pela "eficiência no trabalho, boa gestão, inovação e adequação aos novos desafios do país".António Carlos Sumbula é o novo presidente do conselho de administração da Endiama, tendo ainda tomado posse como administradores Paulo Mvinca, António André Moisés, Hélder Correia José Carlos e Leão Chiminhi.

 
A exigência de rigor feita por Manuel Nunes Júnior sobre a gestão da Endiama e das restantes empresas públicas surge dias depois de o presidente da República, José Eduardo dos Santos, ter lançado o desafio de "tolerância zero" aos actos de gestão ilícita e à fraude. "O melhor é comprometermo-nos com uma espécie de tolerância zero (à corrupção) depois do VI Congresso", afirmou Eduardo dos Santos no discurso de abertura da XV sessão do comité central do MPLA, que teve lugar em Luanda há cerca de uma semana. O MPLA, acrescentou José Eduardo dos Santos, enquanto partido maioritário e de Governo, foi "tímido" na fiscalização dos actos de gestão do Executivo, quer na Assembleia Nacional, quer através do Tribunal de Contas. "Esta circunstância (a fiscalização tímida do MPLA ao Governo) foi aproveitada por pessoas irresponsáveis e por gente de má-fé para o esbanjamento de recursos e para a prática de actos de gestão ilícitos e mesmo danosos ou fraudulentos", afirmou. "Penso que deveríamos assumir uma atitude crítica e autocrítica em relação à condução da política do partido neste domínio". E, para que não restem dúvidas da intenção do líder do MPLA e chefe de Estado quanto ao seu empenho para combater a corrupção, disse que "o melhor é comprometermo-nos com uma espécie de tolerância zero depois do VI Congresso".

 
O congresso do MPLA vai decorrer em Luanda de 7 a 10 deste mês.

 
Já depois do aviso de José Eduardo dos Santos a Procuradoria-Geral da República, num anúncio pouco usual, divulgou o início de uma investigação sobre alegados desvios de dinheiro no Ministério das Finanças e Banco Nacional de Angola relacionados com transferências para o exterior.

OJE/Lusa

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