A reabertura deste mercado a céu aberto no lado angolano, que encerrou na década de 90 devido ao conflito armado foi anunciada hoje, segunda-feira, pela administradora comunal, Ana Matondo, em declarações à Angop.

Lembrou que, antes, as trocas comerciais eram realizadas, semanalmente, de forma alternada nos dois lados da fronteira comum entre a população do município do Cuimba e a da localidade de Songamani, região do Congo Central (RDC).

Para a reabertura deste espaço comercial foi preciso desminar uma área de 494 mil e 625 metros quadrados do recinto da feira, um trabalho levado a cabo pela Organização Não-governamental norueguesa “Ajuda Popular da Noruega (APN)”, segundo a fonte.

Fez saber que 100 vendedores nacionais estão já cadastrados para habilitarem-se aos espaços de exposição de produtos, do lado de Angola, tendo avançado a intenção da administração municipal do Cuimba em erguer no futuro estruturas condignas para o funcionamento deste mercado.

Informou que, o projecto consta do Programa de Investimento Público (PIP) referente ao período 2018/2019 e vai contemplar todos os serviços necessários, cujas obras arrancam no princípio do próximo ano.

De acordo com a responsável, a retomada das trocas comerciais neste mercado está a gerar grandes expectativas no seio da população da comuna do Buela e não só, assim como pelas autoridades aduaneiras nacionais, que antevêem aumento na arrecadação de receitas fiscais por esta via.

Explicou que, o mercado vai funcionar há dois quilómetros da sede comunal e em local distante da linha divisória entre as duas localidades fronteiriças, em obediências às orientações das forças de ordem e segurança, visando facilitar a acção de fiscalização e controlo de entrada e saída de pessoas.

A comuna do Buela, dista a 30 quilómetros a Norte da sede municipal do Cuimba e conta com uma população estimada em três mil e 859 habitantes.