A previsão do aumento da produção de bens agrícolas, sobretudo, de batata-rena e de milho, segundo o gestor, tem a ver com o aumento de terras a serem cultivadas, isto é, 70 mil na campanha 2018/2019, para 90 mil hectares na presente campanha.

Em declarações à Angop, Miguel Paiva Vicente disse que participarão da campanha 10 mil famílias, inseridas em actividade produtivas do campo, com a distribuição de inputs.

A produção está sendo feita num perímetro irrigado com sete mil hectares suportados por um canal de 45 quilómetros.

Acrescentou que a administração já está a efectuar contactos para possíveis  escoamento da produção com superfícies comerciais das províncias de Cuanza Sul, Benguela, Huambo e Luanda.

Afirmou que, neste momento, o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), conjuntamente com a Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA), estão a distribuir 450 charruas, 15 toneladas de fertilizantes, sementes de milho, feijão e hortícolas para garantir o alcance das metas de produção.

O administrador sublinhou que a instalação do sistema de conservação constitui um factor importante que pode concorrer para o programa de combate à fome e à pobreza e incentivo à produção, pois a batata-rena já não se estraga, com a entrada em funcionamento das câmaras frigoríficas há quatro anos.

Este factor permite evacuar de forma segura grandes quantidades de batata e de tomate para outras regiões do país, sem sobressaltos, alem da conservação de sementes.

A fonte disse que actualmente o grande desafio a ultrapassar é a reabilitação das vias de acesso aos centros de produção, sobretudo na ligação entre a sede e a comuna do Mulondo, com 125 quilómetros, cujo projecto está já enquadrado no Programa Integrado de Intervenção Municipal (PIIM).

Com uma superfície territorial de nove mil e 65 quilómetros quadrados, o município da Matala tem uma população estimada em 305 mil e 826 habitantes, e é potencialmente agro-pecuário.

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