Apesar de ser lançado em 2012, o projecto começou a ser aplicado na província apenas em 2017, e confere a cada formando que pretende criar o seu próprio negócio a quantia de 300 mil kwanzas.

Neste momento, mais 120 jovens aguardam pelo atendimento do Banco Sol, enquanto outros 260 já foram contemplados com a quantia ao longo de 2019.

Trata-se de um convénio assinado entre o governo, Instituto Nacional de Formação Profissional (INEFOP) e o Banco Sol, com o objectivo de apoiar todos os jovens que são formados nos centros de formação profissional, disse à Angop, o técnico da área de formação do Inefop, José Álvaro Leal.

Segundo o técnico, qualquer jovem que se forma no centro de formação do inefop e que queira criar o seu próprio negócio, o Banco Sol está à disposição para apoiar com um crédito.

Neste protocolo, disse, o avalista é o inefop.

Neste momento, o centro prepara-se para encerrar o ciclo formativo referente ao ano 2019, onde estão em formação dois mil e 780 jovens, contra mil e 475 do ano anterior. Deste número 268 são jovens do sexo feminino.

Em termos de especialidade, o centro vai em 2020 incluir na grelha de cursos a vertente agrícola, para que os jovens possam explorar as potencialidades que a província possui.

Se conseguirmos atingir os objectivos preconizados, dentro de dois anos vamos ver a nossa província a mudar, sublinhou.

Informou que neste momento alguns centros dos municípios estão a ser requalificadas, retirando alguns cursos que não têm aderência e mantendo os outros que podem potencializar estas unidades.

Nestas unidades os alunos recebem formação nas especialidades de frio industrial, electricidade de baixa tensão, pastelaria e culinária, serralharia, corte e costura, decoração, alvenaria, canalização, mecânica auto, informática e gestão de recursos humanos.

Na vertente do empreendedorismo, o técnico informou que de Março a presente data foram formados três mil e 300 pessoas.

O centro está a administrar o empreendedorismo em todos os municípios, e adoptou um modelo que obriga os jovens que se formarem em artes e ofícios a formarem-se também nesta componente (empreendedorismo), por se achar que o caminho mas próximo para se empregar é o auto- emprego, disse.

Em 2020, o centro perspectiva a revitalização das unidades de formação, retirando algumas especialidades e criando outras que se enquadrem no contexto local.

A falta de professores e de consumíveis para a formação prática, são algumas das dificuldades que o centro pretende ultrapassar o próximo ano.

Na província do Bengo o município do Pango Aluquém é o único que não possui um centro de formação profissional.

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