O evento, que visa promover a produção local e pôr à disposição do consumidor produtos vindos directamente do produtor a preços baixos, é uma iniciativa da Associação Agropecuária Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL) e conta com a parceria da Universidade Mandume Ya Ndemufayo e o apoio do governo local.

Em declarações à Angop, nesta quarta-feira,  o presidente da AAPCIL, Paulo Gaspar, disse que a ideia da “Feira da Batata” surge da necessidade de promover o produto, que constitui uma valia na região, sendo que o evento, em geral, vai focar-se na batata pois será ministrado um seminário sobre sua produção e ainda vão ser apresentadas as diversas espécies produzidas na província da Huíla.

“Há seis anos, a AAPCIL realiza a Feira de Natal, com destaque para os produtos agrícolas e achamos bem inserir no certame a primeira feira da batata, pois embora ainda não tenhamos um número certo das variedades que serão expostas, temos garantias que estarão lá quase todas existentes na província”, explicou.

Acrescentou que a Feira, para além de promover a produção nacional, principalmente a agrícola, vai contar com espaços para brindes de natal, alguns de importação, que estarão paralelamente ligados à produção nacional.

Considerou que um dos benefícios do evento é o comprador e o revendedor poderem obter directamente os produtos dos produtores, pois estão a convidar empresas que têm alguma dificuldade em negociar com os intermediários devido aos preços altos.

Realçou que a intenção é o produtor vender directamente para o consumidor final, sendo uma feira de compra e venda, em que a AAPCIL não cobra o espaço de cada utente, para motivar e fomentar a presença de muitos produtores no local e darem uma amostra do que está a ser produzido na província.

“Queremos, no fundo, dar um espaço aos vendedores de ruas que estavam espalhados pela cidade para poderem vender na feira, pois muitos deles já têm um espaço fornecido pela administração local”, acrescentou

Referiu que, a nível da província, em termos de produção de batata, não está mal, o que tem faltado é a capacidade de comercialização, logística e armazenamento do produto, que com a reparação das estradas das zonas de produção, mais facilmente o produto vai chegar aos grandes centros comerciais, fazendo com que os produtores dupliquem a sua capacidade.

Paulo Gaspar salientou que a agro-indústria vem a seguir a agricultura, e com a normalização das redes viárias, a produção começa a aumentar, as micro-pequenas indústrias do agro-negócio vão aparecer e com aposta séria nos pequenos camponeses, através da formação, apoio técnico e mecanizado, a produção vai melhorar.

A 5ª edição da Feira de Natal realizada pela associação em 2017 contou com perto de 70 expositores.