Lionel Leong afirmou que, para além de ser apreciada a realidade local, é preciso “estudar o mercado internacional”, bem como avaliar questões que vão desde o enquadramento jurídico e a formação de quadros, até à respetiva fiscalização da atividade.

Em declarações feitas à margem da inauguração da Feira Internacional de Macau e da Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa, o governante deu como exemplo a recente visita a Portugal, durante a qual foram observadas “entidades congéneres”, para se perceber “o que fazem e o tipo de apoio que podem dar”.

Elementos que, considerou, vão contribuir para se tomar uma decisão ponderada sobre a criação de um mercado bolsista no território.

Na segunda-feira, a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) indicou que continua a aguardar a conclusão de vários estudos sobre o estabelecimento no território de um mercado bolsista denominado em renminbis.

Em comunicado, a AMCM disse que os estudos de viabilidade estão a ser conduzidos por “empresas internacionais de consultadoria”.

A mesma entidade sublinhou que a criação do mercado bolsista consta do documento ‘Linhas gerais do planeamento para o desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”.

O projeto da Grande Baía pretende criar uma metrópole mundial que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai), numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto (PIB) que ronda os 1,2 biliões de euros.

Segundo a AMCM, os estudos de viabilidade devem ter em conta o “princípio de potenciar as vantagens de Macau e atender às necessidades” da China, e lembrou que já existem, nas regiões vizinhas, “vários centros financeiros desenvolvidos”.

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