A iniciativa, que já conta com o plantio do tomate e aguarda apenas pela maquinaria de transformação, está a ser implementado numa fazenda agrícola de 27 hectares, dos quais quatro são para a plantação.

A fazenda está localizada na comuna do Hoque, município do Lubango, e com a implementação do projecto pelo menos 40 postos de trabalho directos vão ser criados.

Em declarações à Angop, Erikson de Carvalho explicou que a produção do tomate será feita três vezes por ano, para uma colheita de 100 toneladas ao ano, das quais 50 porcento vão servir para transformar polpa de tomate, ketchup e massa tomate, sendo o restante a ser comercializado, segundo o proprietário.

O empreendedor de 28 anos de idade, que já produz ovos há quatro anos, disse que precisa de um financiamento para concluir o projecto.

Segundo o jovem empresário, já existe um investimento de 28 milhões de Kwanzas, mas considerando o espaço e o estudo de viabilidade para o mesmo, o projecto tem uma estimativa na ordem dos 500 mil dólares norte-americanos.

Referiu que a grande dificuldade continua a ser o acesso aos financiamentos, pelo que devem ser melhoradas as políticas a nível dos bancos para os micro e pequenos empreendedores, pois as exigências feitas pelas instituições financeiras não se adequam aos empreendedores, sobretudo, porque têm os seus negócios há poucos anos.

O empreendedor, proprietário da empresa “EACS, Erikson Armando, Construções e Serviços”, disse que empregava, directamente, 50 trabalhadores e 20 indirectos. Mas actualmente ficou apenas com 10 directos, fruto da conjuntura económica do país. Teve de fechar os serviços prestados na província do Cunene.

No Cunene, contou, prestávamos serviços de fornecimento de merenda escolar aos alunos e de alimentação ao hospital de Cuvelai, mas fechamos devido a actual conjuntura económica do país, ficando o governo local com uma dívida pública avaliada em 40 milhões de kwanzas, contraídas em 2014 e 2015.

A expectativa do empresário, nos próximos 15 a 29 anos, é transformar a sua média empresa num grande empreendimento e assim conseguir empregar pelo menos 300 pessoas, directa e indirectamente.

A empresa “EACS, Erikson Armando, Construções e Serviços” existe desde Abril de 2012 e presta trabalhos de construção civil e obras públicas, rent-a-car, designer, catering e comércio geral de bens alimentares.

A maior parte do tomate que se consome na Huíla vem do Namibe e Benguela, sendo que localmente a produção desse vegetal é residual em alguns vales do Lubango e Caluquembe, assim como do Canal de irrigação da Matala.

A província não dispõe de qualquer fábrica de transformação de momento, sendo que a única está na Matala e teve um financiamento de seis milhões de euros há dez anos para ser reabilitada, mas o empreiteiro fugiu.

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