“Estamos a recuperar e o IVA [Imposto sobre Valor Acrescentado] está a ajudar”, disse à Lusa o responsável da Primavera em Angola e Moçambique, José Simões, sublinhando que “as alterações fiscais são um motor para o ‘software’”.

A Primavera BSS inaugurou hoje em Luanda novas instalações, num investimento de cerca de 500 mil euros, que vai permitir duplicar a capacidade de formação da empresa e reforçar a presença da marca no mercado angolano, onde conta com 70 parceiros distribuídos pelas 18 províncias.

Ao todo, o grupo Primavera, que está em Angola desde 2006 e está presente, além de Portugal, em Espanha, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe deverá faturar 25 milhões de euros este ano, dos quais 30% gerados em Angola, que introduziu pela primeira vez o IVA no país a 01 de outubro.

Na fase inicial, apenas são obrigadas a cobrar o IVA a 14%, os grandes contribuintes, empresas públicas de grande dimensão e bancos que são obrigados a emitir e a comunicar as suas faturas através de ‘software’ certificado.

José Simões salientou que a Primavera fornece ‘software’ certificado a 110 dos 380 grandes contribuintes aderentes ao regime de IVA em Angola e tem mais de 5.000 clientes registadas nas suas bases de dados.

O responsável da tecnológica realçou que “o esforço de implementação do IVA [em Angola] é colossal”, elogiando o trabalho desenvolvido pela Autoridade Geral Tributaria (AGT) no ajustamento da legislação à realidade angolana.

Existem já mais de 100 empresas certificadas pela autoridade tributária angolana para fornecer ‘software’ aos operadores económicos que são obrigados a aplicar o IVA nesta fase.

O IVA é “uma oportunidade”, destacou o presidente executivo da Primavera, Jorge Batista: “São estes momentos de disrupção que fazem com que as empresas se posicionem e possam crescer nos mercados”.

O presidente executivo da Primavera adiantou que “Angola é um mercado extremamente importante e exige a máxima atenção para manter a oferta focalizada, acompanhando as alterações legais e mantendo o ‘software’ fiscalmente atualizado e certificado”.

A tecnológica de Braga, acrescentou, tem já “muitos clientes a trabalhar com as novas versões totalmente adaptadas à realidade do IVA em Angola”.

Jorge Batista considerou igualmente que este processo “irá demorar dois ou três anos a estar estabilizado”, uma vez que o IVA chegará também, de forma gradual, às pequenas empresas.

“É um processo novo para todo o tecido empresarial angolano e a primeira coisa que temos de fazer é partilhar conhecimento sobre a introdução do IVA nas empresas, a emissão de faturas, a entrega da declaração periódica do IVA”, entre outras questões, referiu.

A Primavera BSS administrou, desde o ano passado, diversas ações de formação relacionadas com esta temática na Primavera Academy, por onde passaram mais de mil pessoas.

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