Os projetos, destinados a incentivar e fortalecer competências e capacidades científicas, técnicas, humanas e sociais em África, foram selecionados de entre 73 candidaturas apresentadas ao primeiro concurso realizado no âmbito de protocolo entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Imamat Ismaili, em 2016.

Os projetos selecionados, que resultam de iniciativas existentes e colaborações em curso entre instituições científicas e académicas portuguesas e africanas, são dirigidos ao incremento do programa Qualidade de Vida nos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) e na Tanzânia, África do Sul e Nigéria, lançado em 2017.

As áreas temáticas dividem-se em saúde, ciências tecnológicas e de engenharia, ciências exatas, humanas, sociais e naturais.

Os projetos em Cabo Verde serão dirigidos para a agro diversidade e intervenção no domínio do vírus da imunodeficiência humana (HIV), enquanto o projeto na Guiné-Bissau será aplicado na área da tuberculose.

Em Angola, as áreas serão o combate à malária, geociência, genética e democratização, entre outras.

Os projetos em Moçambique destinam-se a aquacultura, relações interculturais, segurança alimentar, democratização, paleontologia e geociência, entre outras mais.

São Tomé e Príncipe receberá projetos nas áreas da biodiversidade costeira e da segurança alimentar.

A aplicação dos projetos no terreno terá acompanhamento de um painel científico, presidido por António Rendas, da Universidade Nova de Lisboa, que assegurará a monitorização, para garantir a concretização dos resultados científicos propostos e o impacto desejado na Qualidade de Vida dos países africanos envolvidos.

Na quinta-feira, os 16 projetos serão apresentados no Centro Ismaili, em Lisboa, em sessão no âmbito do Jubileu do Príncipe Aga Khan, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e do comendador Nazim Ahmad, representante diplomático do Imamat Ismaili junto de Portugal.