De acordo com o chefe de Secção das Pescas, Pedro António João, que avançou a informação hoje à Angop, os insectos em quantidades consideráveis atacam, preferencialmente, a cobertura de madeira da embarcação, criando buracos enormes na base e nas laterais da mesma.

Informou que diante desta situação, o número de embarcações de pesca artesanal controladas pela sua secção na circunscrição reduziu de 60 para 45.

Explicou que em Julho deste ano, uma equipa de técnicos da Direcção Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, trabalhou na região, tendo concluído que os insectos têm como origem o rio Mbridje (que desagua no mar) para depois expandirem-se para a zona costeira da vila do Nzeto.

De acordo ainda com a fonte, a mesma praga, contribuiu também na destruição prematura da ponte cais da localidade construída em 2017 pelo Ministério das Pescas e do Mar com material rudimentar, seis meses depois da sua entrada em funcionamento.

O responsável pediu às entidades competentes para a tomada de medidas para se impedir a invasão das embarcações por insectos, frisando que a situação preocupa os habitantes da localidade que têm na pesca como a sua actividade principal.

Situado a 230 quilómetros da cidade de Mbanza Kongo, o município do Nzeto banhado pelo oceano atlântico é potencialmente piscatório, sendo o marisco, cachucho, garoupa, corvina, bagre, tubarão, carapau, sardinha, linguado, dourado, pungo e peixe pargo, as principais espécies capturadas.

A Secção Municipal das Pescas no Nzeto controla 95 cooperativas que congregam mil e 425 associados. A localidade conta com duas processadoras de peixe fresco e seco.

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