Segundo os dados difundidos hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas chinês (GNE), o IPC aumentou 5,4%, nove décimas a mais do que em dezembro. O índice de preços de produção (IPP), que mede a inflação no atacado, subiu 0,1%, em janeiro, após ter caído 0,5%, no mês anterior.

O aumento dos preços dos alimentos ajudou a impulsionar a maior subida homóloga desde outubro de 2011, ilustrando o impacto do surto da peste suína, agravado pelo surto do coronavírus, que paralisou o país.

O crescimento superou ainda a previsão de um aumento de 4,9% feito por vários economistas.

Este aumento deveu-se sobretudo aos preços da carne suína, que subiram 116%, face ao mesmo mês do ano anterior, contribuindo para 2,7% do aumento do IPC.

O surto de peste suína resultou no abate de um terço da produção doméstica. Os consumidores chineses comem 55 milhões de toneladas de carne de porco por ano, dois terços do total mundial.

Os preços dos vegetais frescos aumentaram também 17,1%, contribuindo para cerca de 0,5% do aumento da inflação. O preço da fruta subiu 5%.

Os preços de bens não alimentares aumentaram 1,6%, com destaca para o setor da saúde, mais 2,3%, e ensino, cultura e entretenimento, mais 2,2%.

O IPC nas áreas urbanas e rurais registou um crescimento homólogo de 5,1% e 6,3%, respetivamente.

Dos 40 setores industriais contabilizados para a subida do IPP, 17 experimentaram aumentos dos preços, cinco permaneceram no mesmo nível e 18 caíram.

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