Em entrevista à Angop no quadro de uma visita de trabalho que efectuou ao município de Ambaca, Costa Neto disse lamentou as dificuldades com que passam os productores do café no Cuanza Norte que enfrentam grandes dificuldades de acesso ao crédito bancário e outros incentivos que para elevação dos níveis de produção, uma realidade que tem estado a afectar negativamente os níveis de produção anual.

“Precisamos de acesso ao financiamento para os cafeicultores, sobretudo para a contratação de mão de obra e aquisição de máquinas agrícolas, como via para elevação dos níveis de produção “, disse.

O responsável apontou ainda as dificuldades de aquisição de instrumentos de trabalho que tem estado a obrigar os cafeicultores a continuarem com técnicas rudimentares, situação que tem desencorajado as novas gerações a praticarem a cafeicultura, pois que a produção de café na província está entregue a idosos, ponto em perigo a continuidade da referida cultura em épocas vindouras.

Defendeu a promoção de políticas concretas e urgentes para o sector visando atrair os jovens à cafeicultura, acrescentando que o café pode ser uma mais-valia para a balança económica do país,
disse.

Costa Neto referiu que o INCA no Cuanza Norte continua a prestar a devida assistência aos cafeicultores por via da distribuição de plantas melhoradas para a substituição das plantações velhas , a par de apoios em matéria de fitossanidade e novas técnicas de cultivo, sobretudo relacionada com a poda e tratamento do cafezal.

Face os constrangimentos referenciados, referiu, a província do Cuanza Norte registou uma baixa na produção do café, alcançando uma safra de 600 toneladas em 2017, contra as  950 produzidas em 2016.

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