A informação foi avançada hoje, sexta-feira, à Angop, pelo responsável provincial do INADEC, Manuel Furtado, afirmando que no mesmo período foram registadas também 175 mediações de conflitos (-75) e destas foram resolvidas 150 e 25 estão em fase de resolução.

O responsável apontou os sectores da energia e águas, banca, oficinas, telecomunicações e operadores comerciais, como os mais visados.

Segundo Manuel Furtado, o sector registou ainda 33 multas por falta de certificados de qualidade de produtos e de higiene, produtos com datas adulteradas, falta de cartão de sanidade e suspensão de actividades por especulação de preços.

O responsável disse que no mesmo período, o INADEC realizou também sete palestras dirigidas a empresários, estudantes, académicos e consumidores, 218 visitas de constatação, 11 formações em escolas do II ciclos e formações em higiene e segurança alimentar para operadores económicos.

Referiu que, para o presente ano, perspectiva-se o alargamento das visitas de fiscalização aos municípios do interior, visando proporcionar um trabalho de qualidade aos consumidores.

A falta de pessoal e de viaturas condicionou a não realização destas actividades no interior, situação que se espera reverter este ano com a admissão de pessoal e de meios técnicos. Com efeito, adiantou que o sector carece de 15 novos técnicos e de três viaturas.

“Vamos a defender os direitos dos consumidores com a sensibilização dos operadores sobre as boas práticas comerciais, formação educativa junto das escolas e de efectivos da delegação provincial do Ministério do Interior”, disse o responsável, explicando que a instituição funciona apenas com quatro técnicos e uma viatura, que atendem apenas os municípios de Benguela, Lobito, Catumbela e Baía Farta.

Apelou aos agentes económicos a conservarem bem os produtos que dispõem, de modo a não perigar a saúde dos consumidores e deixarem a apetência ao lucro fácil.

“Os agentes devem passar facturas e abdicar da especulação de preços, pois, além de ser aplicada uma sanção administrativa ou multa, a sua actividade pode ser suspensa temporariamente até que se reorganize e aplique preços justos”, anotou.

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