Destes 164 agregados, segundo o director local em exercício do instituto, Rúben Gomes, 59 foram inquiridos nos bairros Chivela, São José e Bom Pastor, arredores da cidade do Huambo, Lua Nova I e Mungonena, nos arredores da cidade da Caála, assim como nas aldeias Chiquelo e Sachipinh, no município do Bailundo, e Chimbadi, no municipio do Mungo.

Apesar de algumas dificuldades ligadas ao acesso às localidades onde estão os agregados familiares, disse que o inquérito está a decorrer sem sobressaltos, sendo certo que a meta prevista poderá ser atingida na data estabelecida pela direcção do Instituto Nacional de Estatística.

Rúben Gomes voltou a apelar aos agregados familiares para o fornecimento de informações com maior clareza, no sentido de permitir a produção de indicadores fiáveis, para que o governo possa delinear as necessárias políticas públicas.

O IDREA, uma fusão de dois grandes inquéritos, nomeadamente o de Despesas e Receitas e o de Emprego em Angola, é um processo com finalidade de calcular os indicadores sobre a pobreza no país, uma vez que os dados disponíveis sobre a pobreza monetária datam de 2008-2009, altura em que se realizou a última edição, ao passo que a primeira ocorreu em 2001.

Neste terceiro inquérito pretende-se recolher informações sobre as características sócio-demográficas dos agregados familiares, alguns aspectos de saúde geral, estrutura da receita e do consumo dos agregados familiares.

Com os resultados do IDREA deseja-se obter indicadores de modo a actualizar os dados sobre as condições de vida das famílias, sua situação perante o emprego, o consumo para as contas nacionais e a actualizaçâo dos ponderadores do índice de preço no consumidor, assim como calcular os indicadores sobre a pobreza em Angola.