A presidente da Handeka, Alexandra Simeão, em entrevista à VOA concorda que há pouco dinheiro para distribuir aos muitos sectores da vida do país, mas há umas acções muito mais prioritárias para Angola.

“O país está com dificuldades financeiras mas nem tudo é prioridade, não se pode pensar em luxo quando não se tem esgoto, não se pode pensar em luxo se 2 milhões de crianças estão fora do sistema de ensino, 2 milhões é 5 vezes a população de São Tomé, 2 milhões pode fazer cair qualquer governo no mundo”, disse.

“Apesar das boas intenções o executivo deve melhorar os critérios de prioridades, no passado foram péssimas, hoje ainda não estão bem, ainda há muitas acções que para Angola são supérfluas”, disse.

Um exemplo apontado como supérfluo por Alexandra Simeão nesta altura para o país é o projecto do Metro de Superfície.

“Não quer dizer que não precisamos dilemas… antes eu preferia ter um esgoto, com saneamento básico funcional para acabarmos as mortes por malária, gostava antes ver todas as crianças dentro do sistema universal de ensino de qualidade”, afirmou a presidente da Handeka para quem “se não atendermos estas questões que são alicerces da nação não podemos falar de desenvolvimento nem progresso social”.

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