"O Ano do Investimento 2020 na Guiné Equatorial pode ganhar fôlego na sequência do sucesso do Ano da Energia, em 2019, e angariar com sucesso o muito necessário investimento direto estrangeiro", escrevem os peritos da unidade de análise da revista britânica The Economist.

Num comentário enviado aos investidores, e a que a Lusa teve acesso, a EIU lembra o interesse mostrado por grandes petrolíferas mundiais, como a francesa Trident, a norte-americana Marathon Oil e várias da Rússia e salienta que isto mostra que a estratégia seguida pelo Governo de Teodoro Obiang está certa.

No entanto, acrescentam, "o verdadeiro desafio para o Governo será conseguir implementar o plano que pretende colocar o país como uma plataforma regional de gás, através do processamento do gás dos seus poços Alen e Aseng, a este da ilha de Bioko, usando-os para potenciar o complexo petroquímico de Punta Europa e, mais importante, ligando Punta Europa com os poços na costa da Nigéria e dos Camarões".

Para a EIU, a campanha lançada no ano passado pelo Governo da Guiné Equatorial para se destacar no panorama internacional na área do petróleo e gás, angariando investimentos, está a resultar, e vai continuar este ano, com várias iniciativas, como a Exposição e Fórum sobre Investimento no Petróleo Africano, a 1 e 2 de abril, o Oil & Gas Meeting Day, a 1 e 2 de junho, e o Fórum Económico Africano, a 24 e 25 de novembro.

"O leilão no final do ano passado, que resultou em 27 acordos assinados em janeiro, revelou forte procura pelos ativos ao largo da costa e indica que a estratégia de Malabo para reverter o declínio nas receitas petrolíferas é o acertado", concluem os analistas.

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