No final de abril, o Governo liderado por Nuno Nabian, nomeado pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló, já tinha fixado o preço base de compra do quilograma da castanha de caju ao produtor em 375 francos cfa (cerca de 0,57 euros), mas tinha salientado que só autorizaria a sua comercialização no final do estado de emergência declarado devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

O executivo decidiu, na semana passada, “proceder à abertura oficial da campanha de comercialização da castanha de caju de 2020 no dia 18 de maio em Bissau, sob presidência do primeiro-ministro”.

O Governo guineense disponibilizou aos cinco bancos comerciais do país cerca de 22,9 milhões de euros para financiar a campanha de comercialização da castanha de caju.

A castanha de caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau, representando cerca de 90% das exportações feitas pelo país.

Mais de 80% da população do país depende direta ou indiretamente da campanha de comercialização do caju.

O Fundo Monetário Internacional tem alertado as autoridades guineenses para a necessidade de diversificar a economia, demasiado dependente deste fruto.

O país produz anualmente cerca de 350 mil toneladas de castanha de caju, embora a exportação não ultrapasse as 200 mil toneladas.

A campanha de comercialização da castanha de caju decorre, normalmente, entre os meses de abril a setembro, mas este ano o arranque foi adiado devido à situação da pandemia da COVID-19.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, prolongou na segunda-feira o estado de emergência até 26 de maio e decretou o recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00, bem como o uso obrigatório de máscara, no âmbito do combate à pandemia de COVID-19.

Além daquelas medidas, os guineenses também só estão autorizados a sair de casa entre as 07:00 e as 14:00.

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