A medida, a mais complexa das anunciadas pelo Governo, prevê um apoio mensal de 100 dólares até um máximo de três meses, devendo o primeiro pagamento, devido ao atraso na implementação, abranger já dois meses, segundo disse à Lusa fonte do Ministério das Finanças.

A lista final das famílias beneficiárias — num total de 326.739 — foi hoje entregue pelo MSSI para que os pagamentos possam começar a ser preparados, num processo que vai mobilizar vários recursos do Governo e de parceiros nacionais e internacionais.

O diretor-geral do MSSI disse hoje à agência de notícias timorense Tatoli que a lista foi concluída e que o Governo se vai agora esforçar por acelerar o pagamento, cujo atraso tem suscitado críticas na sociedade timorense.

O objetivo, explicou, é conseguir iniciar o pagamento antes do final do mês, com os fundos a serem transferidos para contas dos sucos (equivalente a freguesias) que depois entregará às famílias.

O pagamento culmina um complexo processo que obrigou a atualizar os registos das famílias e, ao mesmo tempo, comprovar casos onde algum dos membros ganhe mais de 500 dólares (teto máximo para receber o apoio).

O processo de verificação de dados foi inicialmente conduzido pelo Ministério da Administração Estatal (MAE) que centralizou a informação recolhida a nível de aldeias, sucos, postos administrativos e, finalmente, a nível municipal e da Região Administração Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA).

Na primeira fase, e segundo o diretor geral de Administração e Finanças do MAE, Hermes Barros, foram registadas um total de 330.448 famílias, lista que foi posteriormente enviada para o Ministério da Solidariedade Social e Inclusão (MSSI).

A lista foi cruzada com três bases de dados: o MSSI comparou os nomes com a lista de pessoas registadas na Segurança Social, o Ministério das Finanças com os seus registos e o Ministério para os Assuntos dos Combatentes da Libertação Nacional com a lista das pensões a ex-combatentes.

O pagamento em si é um processo logisticamente complexo e que vai envolver 452 equipas de pagamentos constituídas por representantes do MSSI, MAE, líders locais e efetivos da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

Timor-Leste está atualmente sem casos ativos da COVID-19.

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