“O principal objetivo do pacote financeiro é construir um clima de autoconfiança na Índia”, disse o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, num discurso à nação, acrescentando que a medida irá ajudar o segundo país mais populoso do mundo a competir globalmente.

“Este plano de relançamento destina-se aos setores que podem permitir à Índia tornar-se autossuficiente. É para as indústrias artesanais, pequenas e médias, é para os trabalhadores e agricultores que suam noite e dia e para a classe média que paga honestamente os seus impostos”, acrescentou Modi.

A Índia entrou hoje na sexta semana de um apertado confinamento alargado a todo o país, puxando uma já debilitada economia antes do surgimento do novo coronavírus para próximo do colapso.

O quase total confinamento começou a 25 de março e levou a um êxodo de trabalhadores do vasto setor informal para fora das grandes cidades.

Os economistas indianos indicaram hoje que a taxa de desemprego se situa nos 24,7%.

Na semana passada foram levantadas algumas restrições, quer em fábricas quer no comércio informal, de forma a garantir um mínimo de rendimento para os mais vulneráveis.

As normas do distanciamento social mantêm-se em vigor, embora tenham sido hoje retomadas as ligações ferroviárias, com os comboios a poderem circular com toda a sua capacidade.

A segunda fase do confinamento vai começar a 18 deste mês, dia em que termina a atual.

“O coronavírus vai continuar a fazer parte das nossas vidas por muito tempo. Mas não podemos permitir que as nossas vidas girem à volta dele”, sublinhou o primeiro-ministro indiano.

Modi repetiu a promessa de que este será o século pertencente à Índia, lembrando o facto de o país se ter lançado rapidamente na produção de equipamento de proteção pessoal, ventiladores e outros produtos na resposta à pandemia.

“Esta crise mostrou-nos a importância de nos tornarmos autossuficientes. Esta é a única maneira”, acrescentou.

Até hoje, a Índia confirmou a existência de 70.856 casos de infeção (nas últimas 24 horas registaram-se mais 4.213), de que resultaram 2.293 mortes (97). Entretanto, foram dados como recuperados 22.455 doentes.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 286 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

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