De acordo com o que o SAPO apurou no local, os manifestantes estão insatisfeitos pela fraca gestão e diferença salarial entre nacionais e expatriados.

Talmay António, técnica de relacionamentos com clientes, aponta a inércia nas negociações com a direcção da empresa, à qual foi apresentada um caderno reivindicativo que, até ao momento, não deu quaisquer frutos.

Por estas e outras razões estamos a reivindicar o nosso direito de trabalhadores e a greve decorre a nível nacional, na sede na demais províncias. O que acontece na Movicel é que há uma discrepância em termos de salário, discriminação, técnicos com a mesma função fazem o mesmo trabalho mas não têm o mesmo salário, isso é revoltante para os trabalhadores. Houve um enquadramento na tabela salarial muito mal feito que aumentou de tal maneira a discriminação salarial entre angolanos e estrangeiros”, explicou a técnica.

Lembrar que o caderno reivindicativo foi entregue a 15 de Janeiro e de novo a 9 de Março tendo resultado numa reunião entre a direcção da empresa e a comissão sindical, nos dias 18, 19 e 20 de Abril para ampla discussão das questões apresentadas pela parte reivindicadora. Porém, não foram ainda encontradas as soluções esperadas pelos trabalhadores, que decidiram avançar com a greve.

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