A França aprovou nesta quarta-feira (21.05), em Conselho de Ministros, um projeto de lei que ratifica o fim do franco CFA, decisão "aguardado com expectativa” pelos países da União Monetária da África Ocidental, anunciou a porta-voz do Governo, Sibeth Ndiaye.

O texto valida a transformação do franco CFA, que passará a chamar-se Eco mantendo a paridade fixa com o euro, bem como o fim da centralização das reservas cambiais dos estados da África Ocidental no Tesouro francês, conforme acordo alcançado no final de dezembro entre a França e os estados da União Monetária da África Ocidental, acrescentou.

Nova página

"Este fim simbólico deve fazer parte de uma renovação das relações entre França e África e escrever uma nova página na nossa história", afirmou a porta-voz.

O acordo para a mudança do nome da moeda já em 2020 foi assinado entre a França e oito países da África Ocidental a 21 de dezembro e anunciado na altura pelo Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, na presença do chefe de Estado francês.

O Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) deixará de ter de depositar metade das suas reservas cambiais no Banco de França, uma obrigação que é entendida, pelos detratores do CFA, como uma dependência humilhante dos países africanos em relação à antiga potência colonial.

Foi igualmente decidido que a França deverá retirar-se dos órgãos de governação financeira em que se encontrava presente.

A paridade fixa com o euro do franco CFA, o futuro Eco, deve ser mantida (1 euro = 655,96 francos CFA).

por: Agência Lusa, bd

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