O consultor afirmou, à margem de um fórum sobre “ Gestão da despesa pública” co-organizado pelo FMI e Ministério das  Finanças,

que já existe um esforço do Governo angolano neste sentido, mas a seu organismo vai simplesmente apoiar.

Em relação aos atrasados, o técnico daquele organismo de Bretton  Woods, recomendou a adopção de medidas operacionais  e  normativas,  que vão fazer com que  se trabalhe duma maneira,   que o pagamento exija “correr atrás do prejuízo”, visto que o governo tem a capacidade de trabalhar de uma  forma mais  sistematizada.

Quanto à gestão das despesas públicas, Claudiano Alburquerque disse que Angola está melhor em relação aos países da região, alguns do continente africano e da americana latina.

O especialista do FMI  enalteceu os  investimentos, até agora, feitos pelo Governo angolano,  que para si foram  muito  importantes, e que permitiram a criação do sistema da Conta  Única, além da melhoria da própria contabilidade.

A gestão do Orçamento  Público, da sua execução, é um trabalho de assistência técnica,  que tem  fundamentalmente o carácter  técnico,  para apoiar na melhoria  de  processos de trabalho e  de sistemas.

Os  modelos  de  gestão  da despesa  pública de alguns países, como Portugal,   Brasil  e  Chile,  foram apresentados, neste encontro,  pelo consultor  do FMI,  tendo apontado o  da República do Chile, como  sendo a melhor  posição,  visto  ser um molde  de boa prática, apesar de  requerer  muito esforço  por parte dos países  que  queiram  adoptar  por  um igual.

Não  recomendando  como  uma mudança imediata a este modelo,  Claudiano Alburquerque   referiu que  tal sistema é  inspirador à formulação de novas maneiras  de gestão  do erário,  que  pode  incentivar o  governo a ter  outras visões,  de como os  outros países administram o  erário.

Este modelo está baseado em um Fundo de Estabilização, que garante  um  orçamento de despesa  bastante  regular  ao longo  dos  anos, que não é afectado, fortemente pelos ciclos económicos.

Temas como  “Sistema  de controlo  interno e  combate às  irregularidades na  função pública e   Dinâmica  de grupo para sugestão  de propostas  que poderiam ser adoptadas em Angola”, são, entre outros, os temas agendados para este encontro que reúne, de 17 a 18 de Abril,  gestores públicos,    num  evento organizado pelo FMI em colaboração com o Ministério das  Finanças.

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