O FMI acaba de manifestar satisfação pelo desempenho  económico recente de Moçambique, sobretudo pela resposta que o país tem vindo a dar desde que foi fustigado pelos ciclones Idai e Kenneth, no ano passado.

A última visita do FMI a Moçambique ocorreu em Novembro de 2019 e já nessa altura, o então chefe da missão Ricardo Velloso manifestou abertura para a retoma de programas financeiros com o país.

Tao Zhang, director-geral adjunto do FMI lidera a missão de trabalho que esta segunda-feira (10/02) se reuniu em Maputo com o ministro da economia e finanças Adriano Maleiane e o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, reiterou a disponibilidade do FMI em prosseguir o apoio ao país.

O desempenho económico está a ser bom e o país está a recuperar bem, do impacto devastador dos ciclones Idai e Kenneth do ano passado. E, claro que isto é o resultado das boas políticas e reformas que têm sido realizadas nos últimos anos. Esperamos que estas reformas e políticas continuem nos próximos anos. Estamos confiantes de que com a nova liderança, o Presidente, os seus colegas e a implementação dessas políticas e reformas, o país terá uma perspectiva muito positiva.”

Tao Zhang condiciona o apoio à implementação das reformas políticas e conómicas nos próximos três anos.

O FMI suspendeu o apoio directo ao orçamento geral do Estado em 2016, devido ao escândalo das designadas “dívidas ocultas” contraídas à revelia do parlamento e orçadas em 2.2 mil milhões de dólares, com fortes suspeitas de corrupção, um caso que levou o país ao “default” e que está sob a alçada da justiça em Moçambique e noutros países como os Estados Unidos.

A possibilidade de retoma da ajuda financeira por parte do FMI, poderá abrir portas a outros financiamentos de parceiros externos e parece reforçada depois de alcançada em Outubro a reestrturaçao dos títulos de dívida soberana “eurobonds” correspondentes a cerca de um terço da totalidade das “dívidas ocultas”.

Na sequência desta reestruturação a agência de rating Fitch retirou Moçambique da lista de países em incumprimento financeiro e atribuiu-lhe a nota CCC, o terceiro pior nível.


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