"O 'rating' CCC [terceiro pior nível da escala] reflete as necessidades elevadas e permanentes de financiamento externo e orçamentais, exacerbadas pelo choque do novo coronavírus e pelos dois ciclones que atingiram o país em 2019", lê-se no anúncio da manutenção do 'rating' em CCC, o terceiro pior nível na escala sobre a qualidade do crédito soberano, no qual se explica que "as pressões de financiamento são geradas pelo alto nível de dívida pública e pelas vulnerabilidades das contas públicas nas empresas do Estado".

Na nota que acompanha a decisão, a Fitch Ratings prevê uma desaceleração do crescimento do PIB de 2,2% em 2019 para 2%, o que compara com a previsão pré-pandemia de uma expansão do PIB de 5% este ano.

“As perturbações económicas relacionadas com as medidas de contenção da propagação do vírus, a que se juntam a descida dos preços e da procura dsa exportações de Moçambique vão anular parcialmente os benefícios económicas da recuperação dos setores da agricultura e da construção”, dizem os analistas, que antecipam uma aceleração do PIB para 4,3% em 2021 e 4% no ano seguinte.

Na nota, a Fitch Ratings, detida pelos mesmos donos da consultora Fitch Solutions, antevê uma “ligeira depreciação” para além dos 14% que o metical já sofreu este ano e espera que a inflação fique nos 4,5%, um aumento face aos 2,8% registados no ano passado “devido à fraca procura interna, preços do petróleo mais baixos e suspensão temporária do IVA nos bens essenciais”.

O número de mortos em África devido à covid-19 subiu hoje para 12.206, mais 251 nas últimas 24 horas, em cerca de 522 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infetados subiu para 522.104, mais 14.018 nas últimas 24 horas, enquanto o número de recuperados é hoje de 254.361, mais 9.293.

 Artigo atualizado*

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