"A revisão do 'Outlook' para Negativa reflete a degradação das métricas da dívida, a persistente queda das reservas externas e uma recuperação económica mais lenta do que o previsto", escrevem os analistas da Fitch na nota que explica a decisão.

O 'rating', que a Fitch manteve no nível B, "é sustentado pela capacidade do Governo de fazer significativos ajustamentos macroeconómicos e orçamentais e pelos vastos recursos naturais, sendo balanceado contra uma forte dependência do petróleo e um declínio estrutural na produção petrolífera, inflação elevada e deficiência estruturais", argumentam os analistas.

Sobre a elevada dívida pública, a Fitch lembra que no ano passado o rácio da dívida face ao PIB subiu para 80,2% e antevê que este ano o rácio possa aumentar novamente para 83,9%, "bem acima da média" dos países a quem esta agência de 'rating' atribui um nível B.

"Apesar da estabilização [do rácio da dívida] e de um declínio a partir de 2020 ser a nossa previsão central, os riscos de subida, particularmente devido a mais depreciações da moeda, continuam elevados", aponta a Fitch, notando que também a solidez dos bancos é "uma fraqueza e um perigo contingente" para Angola e lembrando que o crédito malparado aumentou de 22,8% em março de 2018 para 28% em março deste ano.

Além destes problemas, a Fitch aponta também as "fraquezas estruturais", entre as quais elenca "o mau desempenho nos indicadores de governação e de desenvolvimento, e o nível mais elevado de dependência de matérias primas entre os países analisados pela Fitch".

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