Em entrevistas a empresários sul-africanos, italianos e portugueses, que estão a expor na FILDA, notou-se que um grande número está interessado em parcerias com empresas angolanas e que outros firmaram acordos preliminares.

A título de exemplo, a empresa sul-africana de vinhos Bayede, que estabeleceu uma parceria com a rede de supermercados Candando, para que a marca deixasse de ser comercializada apenas pela rede sul-africana, Shoprite.

Apesar de a Bayede já ser consumida e conhecida em Angola, a empresa não tem ainda um distribuidor oficial, pois até então, apenas a Shoprite era detentora da referida marca no país.

O representante da empresa na feira de negócios, Chris Whelpton, considerou a presença no evento como sendo “muito positiva e produtiva”, pois conseguiu mais dez contactos de potenciais parceiros desde a abertura da feira.

De acordo com o empresário, embora hajam bons contactos  com os investidores nacionais, a sua  empresa prefere por enquanto não adiantar dados relacionados com a ideia de instalar uma fábrica de vinho em Angola, tendo em conta a situação económica e da falta de cambiais.

Por sua vez a empresa Italiana, Tifone que produz máquinas para a desinfestação agrícola, já conseguiu estabelecer seis contactos com empresas angolanas ligadas à agricultura para exportar seus produtos.

Pela primeira vez em Angola e como participante da feira, o gerente internacional, Alberto Bottoni espera estabelecer “boas” parcerias com os angolanos para comercialização dos seus produtos, por forma a estreitarem-se a relações de negócios que visam engrandecer economicamente os dois países.

Segundo o empresário, a empresa está no norte da Itália, tem  40 trabalhadores e funciona como uma empresa familiar. Alberto Bottoni espera encontrar, além de empresas, pessoas interessadas em adquirir produtos para o tratamento de pragas típicas na agricultura.

Já a  empresa portuguesa Porto World, fornecedora de carnes para vários países, apesar de já estar no mercado angolano há 12 anos nunca participou de nenhuma edição. Tem participado em feiras sectoriais e o director, Pedro Silva, diz estar expectante com os resultados e contactos que poderá ter durante a vigência da FILDA.

Entretanto, apesar de Angola não ser o principal mercado para a Porto World, com representação de apenas 5% da facturação do grupo, que está estimada em 100 milhões de euros/ano, a instituição “acredita que é um mercado que vale muito continuar a investir”.

A 34ª edição, que decorre nas instalações da Zona Económica Especial Luanda Bengo (ZEELB),  conta com 372 expositores de 15 países, um aumento de 125 expositores em relação a 2017.

Na exposição participam empresas de Angola (país anfitrião), África do Sul, Espanha, Estados Unidos da América, Gana, Holanda, Índia, Itália, Macau, Portugal, Reino Unido, Rússia e Suécia.

Fazem ainda parte a Turquia, Uruguai, Japão e Moçambique que estão a expor numa área aproximada de três hectares.

Rússia e o Gana são os estreantes, enquanto o Brasil, tradicional participante, é o grande ausente desta edição, que decorre sob lema “Diversificar a Economia, Desenvolver o Sector Privado".

Portugal continua a ser o maior expositor estrangeiro de sempre e desta vez vem com 25, contra 16 de 2017, mantendo deste modo a tradição.

A feira é uma promoção do Ministério da Economia, em parceria com a empresa Eventos Arena. Nela estão patentes produtos e serviços de vários sectores como do ambiente, energia e petróleos, agricultura, pecuária, bebidas, banca e seguros, comércio geral e construção.