Ainda não era hora de almoço e já se conseguia prever que tanto o jantar quanto a ceia seriam na FIL, afinal a maior parte dos stands estavam por terminar.

Apesar de todas as estruturas montadas ainda não se parou de ouvir as serras, as marteladas, as indicações, os pés apressados para chegar aos materiais, mãos aflitas para ter tudo pronto a tempo e horas. O cheiro a tinta fresca no ar é um dos aromas que viaja pelos pavilhões, o pó cobrindo as cores que vão embelezar os pavilhões também pinta o cenário de um dos eventos mais esperados por empresários nacionais e estrangeiros.

É um corre-corre desenfreado. Vidros para a esquerda, escadotes para a direita, blocos assentes, stands ainda vazios, aparentemente abandonados, carros a chegar e empenho, muito empenho.
Consegue sentir-se que todas as mãos são poucas e é nessa altura, que depois de distribuídas as tarefas, as empresas reparam que há uma função por preencher, a das empregadas de limpeza.

É por esse motivo que estão do lado de fora senhoras prontas a oferecer os seus serviços, por uma média de dois mil kwanzas por dia pela limpeza de cada stand.

Edna foi ajudar a mãe nas limpezas. Não sabia se ia conseguir trabalho, mas a sorte foi batendo à porta, da jovem que precisa do dinheiro para pagar as propinas.

Embora haja mais por arrumar do que seria de esperar, o Presidente do Conselho de Administração da feira garante que é a primeira vez em tantos anos que os preparativos estão tão avançados.

Amanhã, pelas 15 horas todas as empresas devem ter os seus stands montados porque até Domingo acontece a bolsa de negócios que abre portas, cria oportunidades, suplanta necessidades.

700 expositores e a promessa de 50 mil visitantes antevêem uma feira que, nas palavras do PCA Matos Cardoso, é já em si um sucesso.

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