Intervindo na Conferência Internacional sobre “Financiamento do Desenvolvimento Económico”, que decorre na 35ª FILDA, Pedro Luís da Fonseca disse que este fórum (a conferência) acontece para mudar o quadro actual do país.

O ministro referiu que em Angola, nos últimos anos, a chamada contabilidade do crescimento económico, coincidente com a análise das componentes do crescimento do ângulo da procura agregada da economia, foi amplamente favorável às componentes externas do PIB, tais como o investimento privado estrangeiro no petróleo e nos diamantes e as exportações dos correspondentes produtos.

Esta estrutura assimétrica nas duas variáveis do crescimento económico,  segundo o gestor, têm como consequência, resultados perversos, tais como a extroversão, a transferência duma importante percentagem de renda para o exterior, dependência do comportamento dos mercados mundiais em matéria de preços e procura.

Na óptica de Pedro Luís da Fonseca, esta situação remeteu Angola para uma situação de grande vulnerabilidade, cuja reversão o Executivo pretende com a implementação do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018 - 2022 e, em particular, do Prodesi.

Sublinhou que sem investimento público e privado deixam de estar reunidas as condições mínimas para que as transformações estruturais aconteçam em direcção ao aumento da produção, à criação de emprego e ao incremento dos rendimentos.

Acresceu que o investimento vai determinar o nível geral da actividade económica, factor de relevo para a melhoria das restantes condições de funcionamento da sociedade, com destaque para o nível de vida da população.

A 35ª edição da FILDA, que decorre 9 a 13 na Zona Especial e Económica (ZEE), sob o lema “Dinamizar o sector privado e promover o crescimento económico”, conta com a participação de 21 países: Portugal, Alemanha, Indonésia, Turquia, França, Índia, China, Reino Unido, Noruega, Suécia, Suíça, Israel, Brasil, Japão, Bielorrússia, Uruguai, Macau (Região administrativa Especial da China), Itália, África do Sul, Holanda e Estados Unidos da América.

Produtos e serviços ligados à banca, telecomunicações e tecnologias de informação, petróleos, transportes e logística, indústria e turismo, construção civil, intermediação imobiliária, agricultura, entre outros, estão patentes durante a exposição.

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